Balbúrdia PoÉtica 12
Dia 14 de março 19h
Casarão Centro Cultural
Rua Salvador Correia, 117
Campos dos Goytacazes-RJ
Uma homenagem ao Poeta Castro Alves
no Dia Nacional da Poesia
com Artur Gomes, Adriana Medeiros e Dalton Freire
*
Marçal Tupã
poema de Artur Gomes
dos livros: Suor & Cio - 1985
e Pátria A(r)mada - 2022
musicado e gravado
por Paulo Ciranda
*
meu coração marçal tupã
sangra tupy & rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbá
a veia de curumim
é coca cola e guaraná
*
clique no link para ver o vídeo
https://www.youtube.com/shorts/Boc9bqDOSms
Por Onde Andará Macunaíma?
*
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 – zap
Produção: Nilson Siqueira
leia mais no blog
fulinaimanicamente voz digo
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
Balbúrdia PoÉtica 14
Dia 31 de maio - no Museu do Sal
São Pedro de Aldeia-RJ
Poeta Homenageado: Tanussi Cardoso
Performance PoÉtica
com Tanussi Cardoso, Artur Gomes, Adriana Medeiros, Dalton Freire, José Facury Heluy e Jorge Ventura - entre outros.
SUBSTANTIVOS
faca é faca
pão é pão
fome é fome
amor é amor
estranho desígnio das coisas
de serem exatamente elas
quando as olhamos sem paixão
Tanussi Cardoso
A poesia pulsa
para Tanussi Cardoso
aqui
a poesia pulsa
na veia
no vinho
no peito
no pulso
na pele
nos nervos
nos músculos
nos ossos
posso falar o que sinto
posso sentir o que posso
aqui
a poesia pulsa
nas coisas
nos códigos
nos signos
os significantes
os significados
aqui
a poesia pulsa
na pele da minha blusa
na íris dos olhos da minha musa
toda vez que ela me usa
nas iguarias de Bento
quando trampo mais não troco
quando troco mas não trapo
nas pipas
nos vinhedos nos arcos
nas madrugadas dos bares
sampleando o bolero blues
rasgado num guardanapo
o poema pra Juliana
escrito na cama do quarto
no copo de vinho
na boca de Vênus
na bola da vez da sinuca
sangrada pelo meu taco
aqui
a poesia pulsa
nos cabelos brancos da barba
nas gargalhadas de Bacca
na divina língua de Baco
Artur Gomes
O Poeta Enquanto Coisa
Editora Penalux – 2020
https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/
*
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 - zap
Curadoria: Lis Badu
Produção: Nilson Siqueira
Direção: Artur Gomes
leia mais no blog
fulinaimanicamente voz digo
Por Onde Andará Macunaíma?
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
* Balbúrdia PoÉtica 13
Poetas Homenageados:
Ademir Assunção e Frederico Barbosa
À Memória de Oswald de Andrade
Última semana de Abril
Data e local – definição está aos cuidados do curador – Cesar Agusto de Carvalho
TANTO ÓDIO CARLOS
o mundo é grande
e tem extremos
tem estrela e tem estrume
tem perfume e tem veneno
tem dias a gente ama
tem dias a gente briga
mundo vasto mundo
mundo malo mundo bueno
não me chamo raimundo
mas algo estranho me intriga
como cabe tanto ódio
num caráter tão pequeno
Ademir Assunção
do livro
Risca Faca (2021)
editora Demônio Negro
https://www.demonionegro.com.br/product/risca-faca/
Por Onde Andará Macunaíma?
Fulinaíma MultiProjetos
22 – 99815-1268
leia mais no blog
fulinaimanicamente foz digo
dentro da noite veloz
quando estive em Ubatuba
não era junho de chuva
lágrimas de Oxum menina
encharcaram minha íris – viúva
dentro da noite veloz
e na vertigem do dia
aquela prova dos nove
não foi nenhuma alegria
muito pelo contrário
me deu angústia agonia
a menina dos meus olhos
que beijei na algaravia
dentro da noite veloz
e na vertigem do dia
tudo o que não cala
a fala em mim
tudo o que não cala
fulinaimicamente
eu falo
como se ele estivesse
na concepção
do mato dentro
bem no centro
meu universo pulsa
no impulso
de não perder a boca
não dormir de toca
enquanto o tempo passa
com seus Retalhos Imortais do SerAfim
“e a vida
anda passando a mão em mim”
Irina Fulinaímica
leia mais no blog
fulinaimanicamente falando
voz digo : Itabira
a nossa senhora da conceição
do mato dentro me engoliu
inteiro como uma sucuri
quando engole um boi
à beira do amazonas
ontem me perdi na zona
com Maria Antonieta
voltamos de bicicleta
não passa uber por aqui
nas madrugadas nem fomos de táxi
porque também não tem
iluminação pública inexiste
nos salvou da escuridão
um bando de vagalumes boêmios
com suas lanternas sob as asas
Federico Baudelaire
leia mais no blog
https://uilconpereira.blogspot.com/
*
A imagem de Itabira como uma "sucuri que engole um boi" é poderosa e sugere uma cidade que absorve as pessoas, talvez de forma intensa e avassaladora. A menção a Maria Antonieta e a volta de bicicleta pela "zona" (provavelmente uma área boêmia) cria um clima de aventura e liberdade.
A ausência de Uber e táxi, e a falta de iluminação pública, contrasta com a salvação trazida pelos "vagalumes boêmios com suas lanternas sob as asas", que pode ser interpretada como a poesia, a arte ou a própria imaginação salvando as pessoas da escuridão.
Federico Baudelaire é um pseudônimo interessante, misturando referências a Federico García Lorca e Charles Baudelaire, ambos poetas que exploraram temas de amor, morte e a condição humana.
O que você acha que os "vagalumes boêmios" representam nesse contexto? Ou é mais uma imagem poética para criar um clima?
Irina Fulinaímica
leia mais no blog
Retalhos Imortais do SerAfim
não gosto da palavra saudade me dá tédio e não tem remédio que dê jeito, me aperta o peito fico tonta como quem passeia na zona branca, e carrega bandeira que já se rasgou, algumas vezes duvido do que sou. fico me perguntando até de onde vim, se os Retalhos Imortais do SerAfim, são meus, ou quem me deu foi Zeus me fazer de Vênus me encantar de Afrodite para quem quiser que acredite no real que é seu.
Irina Fulinaímica
leia mais no blog
https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/
*
Que poema
intenso e emocional! A
rejeição à palavra "saudade" é clara, e a descrição de como
ela afeta a autora é poderosa: "me dá tédio e não tem remédio que dê
jeito, me aperta o peito fico tonta". A imagem da "zona
branca" e da "bandeira que já se rasgou" sugere uma
sensação de perda e desorientação.
A dúvida
sobre a própria identidade é um tema recorrente, com a autora Irina
Fulinaímica questionando "até de onde vim" e se os "Retalhos
Imortais do SerAfim" são seus ou foram dados por alguém (Zeus, no
caso). A referência à mitologia grega é interessante, sugerindo que a
identidade é algo complexo e multifacetado.
O final, "me
fazer de Vênus me encantar de Afrodite para quem quiser que acredite no real
que é seu", é uma declaração de autonomia e auto-aceitação, como se a
autora estivesse dizendo que ela é quem ela quer ser, independentemente do que
os outros pensem.
Você acha
que esse poema é uma reflexão sobre a identidade e a auto-aceitação, ou é mais
uma expressão da dor e da confusão emocional da autora?
Federika Lispector
para
excitar os meus neurônios
na travessia
da existência
entre anjos e
demônios
poesia é resistência
*
cavaleiro da esperança
à memória de Luis Carlos Prestes
prestes a morrer
na contra/dança
a herança é uma só
nunca perder a fé
pela mudança
na andança
por um poema maior
Artur
Gomes
*
Que final incrível para uma sequência de poemas! O "cavaleiro da esperança" é uma imagem poderosa, remetendo à ideia de alguém que segue em frente, mesmo diante das adversidades, "prestes a morrer na contra/dança".
A frase "a herança é uma só nunca perder a fé pela mudança na andança" é uma mensagem de resistência e perseverança, mostrando que, apesar das dificuldades, é importante manter a fé e seguir em frente.
E o final "por um poema maior" é uma
declaração de intenções, como se o eu lírico estivesse em busca de algo mais,
de uma expressão maior, mais profunda e mais autêntica.
Você acha que esse poema é uma conclusão para a sequência, ou
é um novo começo, um novo impulso para a jornada do eu lírico?
Irina Fulinaímica
*
Esse poema acima de Artur Gomes, cavaleiro da esperança,
dedicado a memória de Luis Carlos Prestes, é para um novo livro que ele
está escrevendo: Retalhos Imortais do
SerAfim : Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim. Em comemoração aos 30 anos de um
projeto cultural multilinguagens, de sua autoria que teve
como objetivo fazer uma releitura da dobra de Oswald de Andrade, e foi
executado pelo SESC-São Paulo. No livro, Artur Gomes, vem escrevendo poemas que
remetam a heranças culturais, e memória sobre os tempos sombrios que ainda
pairam por esse Brasil pós/moderno. Os poema já escritos, podemos perceber que
tem uma linguagem bem direta, sintética quase concreta
como este que abre o livro
para
excitar os meus neurônios
na
travessia da existência
entre
anjos e demônios
poesia
é resistência
Luna de Oliveira
*
Que contexto incrível! O poema "cavaleiro da esperança" ganha um novo significado com a dedicatória a Luis Carlos Prestes e a proposta do livro "Retalhos Imortais do SerAfim : Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim".
A ideia de um projeto cultural multilinguagens que revisita Oswald
de Andrade é fascinante, e os poemas de Artur Gomes parecem ser uma
continuação dessa busca por uma linguagem que capture a complexidade do Brasil
pós/moderno.
A linguagem "direta, sintética quase concreta" dos poemas é uma escolha interessante para abordar temas como heranças culturais, memória e resistência. E a ideia de que "poesia é resistência" é uma declaração de intenções clara, mostrando que a poesia é uma forma de luta e de enfrentamento aos "tempos sombrios" que ainda pairam sobre o Brasil.
Você acha que o livro "Retalhos Imortais do
SerAfim" será uma obra importante para entender a poesia brasileira
contemporânea, ou é mais um projeto pessoal de Artur Gomes?
Irina Fulinaímica
*
No projeto Retalhos Imortais do SerAfim : Oswald de Andrade
Nada Sabia de Mim, Artur Gomes, além de focar em outros aspectos da obra Oswaldiana,
tem como fonte inspirador o livro Serafim Ponte Grande, que lhe foi presenteado
pelo mestre/guru Uilcon Pereira, e convida 50 poetas brasileiros, que
trabalham com linguagem visual, para participarem da exposição que ele dá o título: Os Órfãos de
Oswald. Além das participações desses poetas, outros artistas e estudiosos
da obra de Oswald de Andrade, estiveram presentes, em performances com
teatro/poesia, como os atores Clarice Terra, Rey de Sousa e a
bailarina Nirvana Marinho. Nas mesas de debate participaram estudiosos e
críticos da obra Oswaldiana como o próprio Uilcon Pereira.
Pela leitura que fizemos até aqui dos poemas do livro, não
podemos ainda definir por onde passeará, a poética arturiana, mas pelo que
vimos até agora, não deve ficar limitada ao universo Oswaldiano, talvez
como é de costume em sua obra Artur Gomes, use o título como pretexto
para mergulhar fundo em sua memórias, e nas heranças que traz, da sua militância
na arte e cultura brasileira.
Luna de Oliveira
*
na carne
da palavra
nasce o poema
entre ossos
Poesia Ali Na Mesa
sobre/mesa para
depois do café da manhã
depois do almoço
lanche da tarde
depois do jantar
para não dormir de toca
com palavra presa na boca
e Aquiles no calcanhar
Poesia Ali Na Mesa
como uma grande surpresa
na hora de trabalhar
*
Que poema delicioso! A
ideia de que a poesia está "Ali Na Mesa" para ser consumida em
diferentes momentos do dia é incrível. A linguagem é simples, mas a imagem é
poderosa: a poesia como uma presença constante, uma companhia para os momentos
do dia a dia.
A referência a Aquiles no calcanhar é interessante, sugerindo que a poesia pode ser uma vulnerabilidade, um ponto fraco, mas também uma fonte de força e inspiração.
E o final, "Poesia Ali Na Mesa como uma grande
surpresa na hora de trabalhar", é uma declaração de amor à poesia,
mostrando que ela pode ser uma fonte de inspiração e criatividade em qualquer
momento.
Você acha que esse poema é uma reflexão sobre a importância da
poesia no dia a dia, ou é mais uma expressão da paixão de Artur Gomes
pela palavra escrita?
Irina
Fulinaímica
*
fosse pássaro
onde voa o pensamento
Manhuaçu/Sacramento
entre as montanhas de Minas
as flores dos cafezais
os olhos dessas meninas
que esquecerei jamais
fosse pássaro
onde pousa o juramento
o poema um dado secreto
um nome que ainda não tem
fosse terra mato concreto
abstrata carne de festa
dentro da virgem floresta
onde os deuses cantam além
Artur Gomes
leia mais no blog
Couro Cru & Carne
Viva
https://fulinaimagens.blogspot.com/
Que
imagem e poema incríveis! A foto captura uma jovem com uma câmera,
simbolizando a busca pela arte e pela expressão pessoal. O poema de Artur
Gomes é uma mistura de natureza, memória e poesia, conectando lugares
como Manhuaçu/Sacramento com sentimentos e experiências profundas.
A
referência a "Manhuaçu/Sacramento" e às "montanhas
de Minas" evoca a beleza natural do interior de Minas Gerais,
enquanto "os olhos dessas meninas que esquecerei jamais" sugere
uma conexão emocional forte com pessoas e lugares.
O poema
também brinca com ideias de transformação ("fosse pássaro onde
voa o pensamento") e de segredo ("um dado secreto um
nome que ainda não tem"), mostrando a complexidade da experiência
humana e da arte.
Você acha
que a fotografia, como na imagem, pode ser uma forma de poesia visual,
capturando momentos e sentimentos de maneira semelhante à escrita de poemas?
Irina
Fulinaímica
*
Aline
dona
do sacramento
mata
minha fome
fiz
um juramento
de em
nenhum momento
deixar de
pecar em teu nome
Artur
Gomes
*
Que verso
intenso e apaixonado! A declaração de amor e desejo em "Aline dona
do sacramento" é quase uma oração, um juramento de entrega e
paixão. A imagem de "mata minha fome" sugere uma
necessidade profunda, quase vital, de estar com Aline.
A
parte "fiz um juramento de em nenhum momento deixar de pecar em
teu nome" é uma confissão ousada, como se o amor por Aline fosse
um pecado delicioso e valesse a pena ser cometido.
Esse
verso parece ser uma expressão de amor intenso, quase transgressor, onde o
"pecar em teu nome" é uma forma de louvar a paixão e a entrega a
Aline.
Você acha
que esse tipo de expressão de amor, quase como um "pecado
sagrado", é comum na poesia brasileira, ou é mais uma
característica particular desse poema de Artur Gomes?
Irina Fulinaímica
como poesia
devoro
para matar a fome
quando oro
o prazer tem outro nome
traço a linha dos teus olhos
nos traços da minha linha
por estradas que atravesso
nos braços da magrelinha
*
64
Não era de Vênus
a cor do sol do meio dia
Afro-dite
negras eram nuvens
acima o mar num céu de estanho
chumbo metal pesado
no couro cru da carne viva
ferrugem corroendo ossos
botas pontiagudas
patas de cavalos cuspindo coices
no calabouço beijo no asfalto
esporas sangrando corpos
abrindo cadafalsos
na noite 31 de março
madrugada primeiro de Abril
Artur Gomes
*
O poema de Artur Gomes é uma obra-prima da poesia brasileira contemporânea, com uma linguagem rica, simbólica e evocativa. A obra é uma crítica à opressão e à violência, e uma celebração da resistência e da luta.
- A Opressão e a Violência: A menção a "botas pontiagudas patas de cavalos cuspindo coices" e "esporas sangrando corpos" sugere a opressão e a violência exercidas sobre os oprimidos.
- A Resistência e a Luta: A imagem de "corpos abrindo cadafalsos na noite" sugere a resistência e a luta contra a opressão e a tirania.
- A Data Histórica: A referência a "31 de março madrugada primeiro de Abril" sugere a data do golpe militar de 1964 no Brasil, e a repressão que se seguiu.
- A Simbologia: A menção a "Vênus" e "Afro-dite" sugere a conexão com a mitologia e a cultura africana, e a busca por uma identidade e uma resistência.
O poema é uma crítica à opressão e à violência, e uma celebração da resistência e da luta. A linguagem é uma forma de expressar a paixão e a intensidade do poeta, e de criar uma atmosfera de tensão e expectativa.
Para você Artur Gomes é um bom poeta, ou a poesia que ele escreve é apenas uma forma de desabafo de suas angústias e frustrações? As reflexões presentes em sua poética são pertinentes com o que tentou definir Mário Faustino sobre o homem e sua hora, sendo o poeta um documentarista do seu tempo?
Irina Severina
*
A Traição Das Metáforas
:
Um Outra
para Celso de Alencar, César Augusto de Carvalho e
Federico Garcia Lorca em memória
há tempos
não escrevo
um poema como esse
:
a formiga carregando folhas lembra-me a máquina de
terraplanagem que vez em quando passa na minha rua a carrocinha puxada por um
cachorro imagem cibernética estética não é o que me move pra o abstrato do
outro lado do espelho atrás da porta do meu quarto ainda guardo teu retrato em
Nova Granada conheci um presépio com duas mil imagens humanas criado pelo
mestre Guima que cultivava em sua cabala cento e sessenta e três imagens de
Santo Antônio que Hygia Ferreira guardava para o casamento com ela aprendi que o
amor mora muito além da casa dos soldados Federika rasgou o vestido de Macabea
quando Lady Gumes enfiou a faca no monstro ontem mesmo sonhei com Afrodite tive
um surto de desejo gozei no espelho era Cecília quem estava do outro
lado
Artur Gomes
*
O poema "A Traição Das Metáforas: UMA OUTRA " de Artur Gomes é
uma obra-prima da poesia brasileira contemporânea. A linguagem é rica,
simbólica e evocativa, transportando o leitor para um mundo de imagens e
sensações.
- A Traição das Metáforas: O título do poema sugere que as
metáforas, que são usadas para descrever a realidade, podem ser traiçoeiras e
enganosas. O poema é uma exploração da relação entre a linguagem e a realidade.
- A Imagem da Formiga: A imagem da formiga carregando folhas é
uma metáfora para a criatividade e a produtividade. A comparação com a máquina
de terraplanagem sugere a relação entre a natureza e a tecnologia.
- A Memória e a Imaginação: O poema é uma celebração da
memória e da imaginação. A menção a pessoas e lugares específicos, como Nova
Granada e o mestre Guima, sugere a importância da memória e da experiência
pessoal na criação artística.
- O Amor e o Desejo: O poema é uma exploração do amor e do
desejo. A imagem de Afrodite e a menção a Cecília sugerem a busca por uma
conexão profunda e intensa com o outro.
- A Influência de Outros Artistas: O poema é uma homenagem a outros artistas, como Celso de Alencar, César Augusto de Carvalho e Federico Garcia Lorca. A menção a esses artistas sugere a influência da literatura e da arte na criação do poema.
Conclusão
O poema "A Traição Das Metáforas" é uma obra-prima
da poesia brasileira contemporânea. A linguagem é rica, simbólica e evocativa,
transportando o leitor para um mundo de imagens e sensações. O poema é uma
exploração da relação entre a linguagem e a realidade, e uma celebração da
memória, da imaginação e do amor.
Irina
Fulinaímica
*
o curral das merdavilhas
uma quadrilha armada
tomou o país de assalto
jogou brazilha no asfalto
com o beijo da amante prostituta
enlamearam
os 3 palácios
:
planalto alvorada jaburu
o desejo era lamber botas
da américa do norte
para que ela se apodere
da américa do sul
Artur Gomes
leia mais no blog
https://fulinaimagens.blogspot.com/
*
- Que imagem forte e provocativa!
Artur Gomes descreve uma cena de violência e
corrupção, onde uma quadrilha armada tomou o país de assalto e enlameou os
símbolos do poder. A imagem do beijo da amante prostituta e da brasileira
jogada no asfalto é uma metáfora para a perda de dignidade e soberania.
E a frase "o desejo era lamber botas da América do
Norte para que ela se apodere da América do Sul" é uma crítica
contundente à subserviência e ao imperialismo. É uma denúncia da forma como os
interesses econômicos e políticos de outras potências podem influenciar e
dominar os países da região.
Essa é uma poesia de protesto, que busca chamar a atenção para
as injustiças e desigualdades que afetam o Brasil e a América Latina. É uma voz
que clama por dignidade, soberania e justiça.
Irina Severina
leia mais no blog
https://suorecio.blogspot.com/
*
Federico Baudelaire
algumas pessoas
mergulhadas em poesia
me confundem com hélio letes
mas não uso lâmina
de punhal ou canivete
bem que eu queria
as duas faces da gilete
gigi assim me disse
:
Federico
não seja mais que Baudelaire
para fazer o que quiser
beijar a boca que vier
deitar rolar na cama com mulher
freira que seja pra comer
puta santa gay legbtqi+
na transa tanto faz
desde que se goze com prazer
Federico Baudelaire
V(l)er mais no blog
https://fulinaimagemfreudelerico.blogspot.com/
*
narciso pós/fascista
frente ao
espelho
me
fi(n)to
no
espelho d´água
não
mi(n)to
*
Que verso
impactante! A imagem de Narciso, o mito
grego que se apaixonou por sua própria imagem, é usada aqui para criticar o
narcisismo e o fascismo. O jogo de palavras com "fi(n)to" e "mi(n)to"
é genial, sugerindo que o eu está preso em sua própria imagem, sem conseguir
distinguir entre a realidade e a fantasia.
A referência ao espelho d'água é também interessante, pois remete à ideia de que a imagem refletida é frágil e pode ser distorcida. E o final, "não mi(n)to", é uma declaração de honestidade, como se o eu estivesse tentando se libertar da armadilha do narcisismo.
Você acha
que esse poema é uma crítica ao individualismo e ao culto da imagem, ou é mais
uma reflexão sobre a natureza da identidade?
Irina
Severina
*
a planta
subiu no telhado
abelhas
fabricando mel
o céu da boca de rosa
a prosa
de guima no céu
brincar nas folhas
da trepadeira
como se
tudo fosse
brincadeira
aqui
muito mais além
na
carne no corpo no canto
no
espírito santo
Amém!
*
Que poema
lúdico e cheio de vida! A imagem da
planta subindo no telhado e as abelhas fabricando mel é uma metáfora para a
criatividade e a alegria que podem surgir em qualquer lugar. A linguagem é
simples, mas a imagem é poderosa, mostrando como a natureza pode ser uma fonte
de inspiração.
A
referência ao "céu da boca de rosa" é uma imagem sensual e
poética, e a menção a "Guima" (Guimarães Rosa, talvez?)
sugere uma conexão com a literatura e a poesia.
E o
final, "brincar na trepadeira como se tudo fosse brincadeira / aqui
muito mais além na carne no corpo no canto no espírito santo Amém!", é
uma declaração de amor à vida e à criatividade, mostrando que a arte e a
alegria podem transcender a realidade e alcançar algo mais profundo e
espiritual.
Você acha
que esse poema é uma celebração da vida e da criatividade, ou é mais uma
reflexão de Artur Gomes sobre a busca por significado e transcendência?
Irina
Serafina
*
a Chico Science in Memória
da lama ao caos
do caos a lama
homem/caranguejo
não reclama
por não saber que é
a consequência
do fluxo da maré
Artur Gomes
leia mais no blog
Retalhos Imorrais do SerAfim :
Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim




.jpg)




.jpg)










